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On Determinism and Rationality


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On Determinism and Rationality

There are two things that bother me whenever I witness the discussion regarding free will versus determinism.

First, it's the fact that most of (perhaps all) the people who defend determinism don't behave consistently with this position. Here I'm considering the moral/ethic dimensions. But this is fine. I think most honest people notice this problem already. They usually propose some intricate explanation that eventually leads to some form of free will. You can check [1] for a broader discussion on the implications of determinism.

No sentido psicológico a liberdade é algo de mais íntimo do que uma simples relação externa com as forças que podem atuar no nosso organismo e inculcá-lo na espontaneidade dos seus movimentos. A liberdade é o domínio interno dos próprios atos, é uma capacidade de autodeterminação, um poder inerente à nossa vontade de agir ou não agir, de escolher este ou aquele objeto sem ser por nenhum deles determinado.

— [1]

Second, and most interesting, determinism people don't realize that without freedom (or free will in this context) rationality is not possible.

SOLUÇÃO. — O homem tem livre-arbítrio; do contrário seriam inúteis os conselhos, as exortações, os preceitos, as proibições, os prêmios e as penas. E isto se evidencia, considerando, que certos seres agem sem discernimento; como a pedra, que cai e, semelhantemente, todos os seres sem conhecimento. Outros, porém, agem com discernimento, mas não livre, como os brutos. Assim a ovelha que, vendo o lobo, discerne que deve fugir, por discernimento natural, mas não livre, porque esse discernimento não provém da reflexão, mas do instinto natural. E o mesmo se dá com qualquer discernimento dos brutos. — O homem, porém, age com discernimento; pois, pela virtude cognoscitiva, discerne que deve evitar ou buscar alguma coisa. Mas esse discernimento, capaz de visar diversas possibilidades, não provém do instinto natural, relativo a um ato particular, mas da reflexão racional. Pois a razão, relativamente às coisas contingentes, pode decidir entre dois termos opostos, como se vê nos silogismos dialéticos e nas persuasões retóricas. Ora, os atos particulares são contingentes e, portanto, em relação a eles, o juízo da razão tem de se avir com termos opostos e não fica determinado a um só. E, portanto, é forçoso que o homem tenha livre-arbítrio, pelo fato mesmo de ser racional.

— [2] Questão 83: Do Livre-Arbítrio.

Therefore, whenever you see someone defending complete determinism, you can conclude that this person gave up on rationality, so what is the purpose of the discussion after all?

References

  • [1] O Ideal, A Educação E A Personalidade. Pe. Leonel Franca, S. J. Calvariae Editorial. Amazon link.
  • [2] Suma Teológico. Ia Pars - Volume 1. Santo Tomás de Aquino. Editora Ecclesiae. Amazon link.

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